sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Discutindo a relação...

Bom...juro que não pretendo ser jornalística demais nesse blog, mas vou tratar de um tema muito discutido nas salas de aula, principalmente nas disciplinas relacionadas à ética. Isso não impede que alguém de outras áreas discutam isso também, porque não é necessário ser um estudante de jornalismo ou um jornalista para notar o óbvio: o sensacionalismo abordado pelos meios de comunicação, em geral.
São muitos os casos em que a imprensa aborda a violência, a miséria, as catástrofes, os xingamentos, a sensualidade vulgarizada...para atrair, manipular o público e fazer dele uma massa de manobra fiel ao ibope, ao aumento do número de espectadores.
Noticiar um fato, para esse tipo de imprensa, não significa somente noticiar, mas sim buscar imagens chocantes, que atraiam a atenção do "povo"...significa também falar durante várias edições e de forma incessante sobre o mesmo assunto, até que as pessoas fiquem fartas e saibam de cor toda a história, inclusive a cor da calcinha que a Isabella Nardoni usava no dia de sua morte, ou as últimas palavras que as vítimas do acidente com a areonave disseram.
Na desculpa de "mostrar o que o povo quer ver", como citado em um dos vídeos, ou de detalhar os fatos, os meios de comunicação acabam ferindo a ética (sendo ela jornalística ou não), a moral e os direitos humanos! Estou postando dois vídeos: um mais demorado, feito por estudantes de jornalismo da Mackenzie e outro de pouco menos de dois minutos, feito por estudantes de jornalismo do DF (esse utiliza todas as frases retiradas da revista 'veja'..aff!). Os vídeos abordam o sensacionalismo na TV e na mídia impressa, mas o sensacionalismo é uma febre (ou uma praga) que está pegando em todos os meios de comunicação. Vale a pena discutir até que ponto é ético detalhar tanto, exibir tanto e explorar os fatos de forma tão suja e medonha! Dá nojo! Quando pensei em cortar relações com o jornalismo (por isso o título desse post), o brilhante pensamento de que eu e mais um monte de gente poderíamos ser diferentes me veio à mente. Espero, sinceramente que não sejamos corrompidos. Ainda confio no meu caráter!

P.S.: Ao finalizar o texto, imaginei a quantidade de gente que pensaria no quanto sou utópica...será?!




5 comentários:

  1. Parece que a gente tem que ver este vídeo para perceber que a grande maioria das emissoras está efetivamente envolvida nos apelos sensacionalistas...
    Claro que não podia faltar na seleção de programas, o João Kleber, "ihiihiii, olha só rapaz, depois de 10 anos de casado... mas parasse que ela ta gostando, ihihhiiiii..."
    Mas enfim, o cara é trash porque gosta. E agora tem um programa de mesma natureza, em Portugal.
    Mas faz sucesso, porque vende, o povo consome...
    Que pena.


    Quando vai ter historia dos Beatles no blog?
    Tem um blog de um carinha de comunicação que é daqui de SAJ. Tem umas jujubas no blog...
    Uheahueuae
    Conhece?

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  2. Opa!
    Cada dia passa eu descubro os espaços na web do pessoal de Jornalismo na UFRB.
    Isso é bom. O blog é uma forma descontraída e prática para praticarmos o nosso latim.

    Acho que esse sério problema na mídia mundial não há de ser sanado tão cedo. Sempre espetacularizando os fatos, se acham no direito de transformar um fato em um grande palco teatral - onde as pessoas são os atores e outros os espectadores, ao sentarem na frente da TV e colaborarem para a venda de mais um pacote de lã de aço.

    Acho que a mídia tem necessidade de sempre está construindo "grandes histórias" para insistir e poder manter a audiencia e a atenção das pessoas.

    PS: O blog que tem umas jujubas, descrito pelo comentário acima, é meu. rs rs rsrs

    Tiago Sant'Ana
    www.jornalistadepeso.blogspot.com

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  3. É realmente uma pena a mídia sensacionalista conseguir vender seus produtos de forma tão massificada! Imaginem só que opiniões têm formado!!

    Obrigada, galera pelas visitas!

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  4. Gostei do pot SayÔ!

    Esse é um assunto que também me interessa...

    O sensasionalismo...

    A espetacularização da notícia é realmente observada nos principais veículos de comunicação. E o pior é quando vem num formato novelesco, em que nós, telespectadores, por exemplo, ficamos atentos a todos aqueles "plim plins" de plantões urgentes, para ver o que está acontecendo...

    É uma verdadeira novela, com direito a trilha sonora. Só falta agora é eles quererem vender em DVD "O caso Nardoni", "A morte da jovem Eloá", e outras mais... enquanto a economia e a corrupção pegam fogo...

    É, Sayô, eu também confio no meu caráter

    Saudações

    P.S.:Passa lá no Café!

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  5. "O ser humano nasce bom, o meio o corrompe."
    Será que esse mito do bom selvagem de Rousseau vale para todos?
    O jornalista tem o ideal, mas a editoria o pressiona para aderir a um grupo político ou também outras coisas como o sensacionalismo. Aí, para manter o emprego, o jornalista se corrompe contrariado. É muito triste. Mas, quem disse que o Mundo é justo?
    Ultimamente, tenho seguido em parte um verso do Raul Seixas: "Não preciso ler jornais, mentir sozinho eu sou capaz."
    Bem, eu leio o jornal impresso, mas só o encarte cultural; nada de Política nem Economia. Televisão é que eu não assisto há mais de 1 ano. Não dá, é só porcaria na ficção, e só horrores e falta de ética no noticiário.
    Ainda bem que existe a Blogosfera, espaço aberto para o jornalista exercer a imparcialidade.

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